Após um processo iniciado em agosto de 2025, o Centro de Educação e Assessoramento Popular (CEAP) concluiu na última semana a construção de seu Planejamento Trienal (2026–2028) e avançou na elaboração do Plano Anual da Instituição. A etapa final ocorreu entre os dias 26 e 30 de janeiro de trabalho presencial, reunindo a equipe interna para revisar, organizar e alinhar ações estratégicas para os próximos anos.
O planejamento foi estruturado em programas e construído de forma coletiva, envolvendo diferentes setores do CEAP em momentos de diálogo, escuta ativa e análise conjunta. A condução dos trabalhos ficou a cargo do educador e diretor-geral do CEAP, Henrique Kujawa, com apoio de demais membros da coordenação.
Kujawa destacou que o planejamento faz parte de uma cultura institucional consolidada ao longo de décadas. “O CEAP tem uma tradição de planejamento que vem sendo construída desde os anos 1990. Nós trabalhamos com três níveis de planejamento: o plano decenal, que define a missão e as grandes linhas de ação da instituição; o plano trienal, que traduz essas diretrizes para um período de três anos; e o planejamento anual, que detalha como isso será executado na prática”, explicou.
Segundo ele, o processo não é apenas técnico, mas profundamente participativo. Entidades parceiras, associados e equipe interna tiveram papel ativo na avaliação do período anterior e na definição das prioridades futuras. “Tanto no plano decenal quanto no trienal, escutamos nossos parceiros para compreender como eles avaliam o CEAP e o que projetam para o nosso trabalho. Há também uma participação efetiva dos associados na leitura de conjuntura e na definição de prioridades. Isso fortalece o caráter democrático da instituição”, afirmou.
Kujawa ressaltou ainda que planejar não significa engessar a atuação do CEAP, mas sim criar um norte estratégico com flexibilidade para lidar com imprevistos. “O planejamento é uma bússola. Ele nos orienta a médio e longo prazo, mas precisa ser flexível para responder às mudanças de contexto. Já tivemos situações como enchentes no Rio Grande do Sul que interromperam atividades previstas. O planejamento e o monitoramento contínuo permitem ajustes sem perder de vista nossos objetivos”, disse.



Dividido em etapas
O processo foi realizado em várias fases ao longo de 2024 e 2025. Inicialmente, houve escuta das entidades parceiras por meio de formulários e sistematização das respostas. Em seguida, foram realizadas três plenárias com associados: uma para análise de contexto, outra para avaliação do período anterior e uma terceira para definição de perspectivas e prioridades.
Na última semana, a equipe interna finalizou a construção do Plano Trienal e avançou no detalhamento do Plano Anual.
Construção de uma cultura institucional
Para Kujawa, um dos grandes diferenciais do CEAP é a continuidade do planejamento ao longo do tempo. “Muitas organizações planejam pontualmente ou de forma centralizada. No CEAP, buscamos envolver diferentes setores e pessoas, aprimorando metodologias e garantindo que o planejamento seja realmente executado. Isso torna nossas ações mais assertivas e fortalece a gestão democrática da instituição”, avaliou.
Ele destacou ainda que o crescimento do CEAP torna o planejamento ainda mais necessário. “Com uma equipe maior e um volume crescente de ações, o planejamento anual ajuda cada pessoa a compreender seu papel e suas responsabilidades. Além disso, o monitoramento permanente cria espaços de aprendizagem coletiva e ajustes quando necessário”.



