Grupos de Trabalho do Projeto PARTICIPA+ são apresentados em Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde

Grupos de Trabalho (GTs) do Projeto PARTICIPA+ foram apresentados ao pleno do Conselho Nacional de Saúde (CNS) durante a 371ª Reunião Ordinária, realizada nos dias 8 e 9 de outubro, em Brasília (DF).

A coordenadora da Comissão de Educação Permanente para o Controle Social no SUS (CIEPCCNS/CNS), Sueli Barrios, iniciou a exposição explicando que os três GTs foram instituídos na 4ª edição do Projeto PARTICIPA+, realizada em 2024. “Esses GTs emergiram das avaliações que a gente tem feito com os conselhos estaduais de saúde, com as comissões de educação permanente dos estados, com a própria mesa-diretora e com a nossa CIEPCCNS”, explicou Sueli.

Os grupos apresentados foram: GT de Avaliação, GT Rosângela Beermann – Compromisso Anticapacitista em Processos Formativos do Controle Social do SUS e GT Educação Popular e Plataformas Digitais. 

Sueli destacou que o GT de Avaliação surgiu da necessidade de aprimorar o acompanhamento dos processos formativos do projeto. “Desde a primeira edição do Participa Mais, lá em 2016, nós realizamos avaliações com todos os atores e parceiros. Essa avaliação era principalmente quantitativa, mas sentimos a necessidade de avançar, de fazer uma avaliação com dados qualitativos, sobre a qualidade do trabalho e dos processos formativos que estamos realizando. Considerando que o projeto, em 2026, completa 10 anos, já acumulamos uma série de dados importantes”, pontuou.

O educador popular e diretor do Centro de Educação e Assessoramento Popular (CEAP), Henrique Kujawa, entidade parceira do CNS na execução do PARTICIPA+, relatou que cada GT produziu um relatório a partir dos dados e discussões realizadas em 2024. “Um dos objetivos do GT de Avaliação e Monitoramento é ampliar a cultura de avaliação nos processos desenvolvidos pelo CNS. Embora o grupo tenha discutido a avaliação do PARTICIPA+, ele também produz subsídios para outros projetos e iniciativas do Conselho”, explicou Kujawa.

O GT Rosângela Beermann – Compromisso Anticapacitista em Processos Formativos do Controle Social do SUS foi apresentado pela educadora popular do Projeto PARTICIPA+, Vitória Bernardes, que iniciou falando sobre a escolha do nome. “A gente traz o nome de uma liderança histórica do nosso movimento, a Rosângela Beermann, pioneira na construção de espaços coletivos que demarcavam o lugar da deficiência como identidade política. Ela teve uma trajetória importante na articulação para discutir a deficiência em toda a América Latina e também no sistema ONU. Esse nome foi pensado para dizer ‘aqui vemos’”, destacou.

Vitória ressaltou que a luta anticapacitista é também uma luta por justiça social. “O capacitismo limita, e a gente precisa discutir para pensar em soluções. Trazer caminhos para uma cultura anticapacitista não tem receita de bolo, não é algo técnico ou estático, é político. Precisamos abrir horizontes, mas sem buscar respostas prontas”, pontuou.

O pesquisador Jonas Valente apresentou, de forma virtual, o GT Educação Popular e Plataformas Digitais, cujo relatório final traz o título “Educação popular: quais as possibilidades, limites e desafios em tempos de tecnologias e plataformas digitais”. “O relatório retoma referências desde Paulo Freire e outros educadores populares, buscando compreender de que maneira a educação popular traz o elemento crítico para o processo formativo. Inspiramo-nos nessa dimensão crítica para refletir sobre as oportunidades e os usos das plataformas digitais”, explicou Jonas.

Após as apresentações, os membros do CNS realizaram intervenções e destacaram a relevância dos resultados. “É satisfatório perceber que os indicativos produzidos tanto pelo GT Rosângela Beermann quanto pelo GT de Avaliação já estão sendo implementados em 2025. Ou seja, as reflexões e resultados desses grupos já foram incorporados pelo PARTICIPA+ deste ano”, destacou Kujawa.

A presidente do CNS, Fernanda Magano, em sua fala enfatizou a importância do projeto e os avanços conquistados ao longo dos anos. “Temos tido um cuidado muito importante com a formação para o SUS. Nesta trajetória, que se aproxima de 10 anos, fomos aprimorando e ampliando as ações, chegando aos interiores e rincões do país. O PARTICIPA+ é um espaço que prepara, atrai e forma novos conselheiros, com acompanhamento e monitoramento constante. A perspectiva da ação anticapacitista merece destaque, assim como o uso das tecnologias, pois são fundamentais para uma saúde inclusiva e sem barreiras”, afirmou.

Fernanda ainda destacou que o trabalho dos GTs contribui para fortalecer o controle social e ampliar o alcance das ações formativas do CNS, em diálogo com iniciativas como o Fórum DH Saúde.


Fotos: ASCOM/CNS
Por: Jéssica França

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