
O encontro online realizado nesta quarta-feira (17) teve como tema “O poder das gestantes sobre o nosso futuro”, reforçando a importância do cuidado com a mulher durante a gestação
A iniciativa foi proposta por Laura Uplinger, vice-presidente da Associação Nacional para Educação Pré-natal (ANEP Brasil) e faz parte das mais de 100 Rodas de Conversa promovidas pelo projeto Participa+ neste ano de 2025. Formada em psicologia aplicada e educadora no campo da concepção consciente, da paternidade e da maternidade pré e perinatal, Laura atua desde os anos 1980 promovendo a relevância da vida interior da gestante para a qualidade da formação do bebê.
Durante sua fala, ela destacou a necessidade de atenção integral à gestante, envolvendo rede de apoio, políticas públicas e atendimento humanizado. “Essa gestante é uma pessoa incrível e está esperando um ser que está programado para ter uma capacidade de filosofia, escrever peças de teatro que nem Shakespeare, quer dizer, pensar, poder escrever tudo aquilo rimando. Imagina uma obra de teatro dessas, como Romeu e Julieta ou O Mercador de Veneza”, afirmou.
Segundo Laura, o cuidado deve ultrapassar o período da gestação, abrangendo também o antes e o depois do nascimento, para que a mulher tenha condições de viver essa fase com suporte adequado. “Só que essa mulher, vivendo uma angústia constante no seu dia a dia ou com medo, medo de violência ou com algum estresse tóxico daquele que vai trabalhar todo dia no mesmo lugar, que não gosta e é mal paga, aquela dificuldade, isso já é estresse tóxico. Muda a sua neurofisiologia e geneticamente aquela criança não vai conseguir se desenvolver em seu pleno potencial”, pontuou.
A Roda de Conversa também reuniu relatos e reflexões dos participantes, que abordaram temas como gravidez na adolescência, violência obstétrica, ausência de hospitais em alguns municípios, além do papel das casas de parto e das doulas no acolhimento das gestantes.
Laura concluiu lembrando que todas as mulheres grávidas, independentemente de sua condição social ou econômica, carregam em si a responsabilidade pelo futuro. “Eu quando vejo uma gestante, que ela seja muito rica ou muito pobre, que ela seja uma universitária ou uma vendedora de cocada na rua, para mim todas detêm o nosso futuro. Todas elas vão trazer ao mundo um ser que vai se abrir ou não ao mundo mais fraterno, ao amor pela natureza. Eu sei que está parecendo um pouco idealista, mas olha, tem muita ciência para provar essas coisas”, destacou.
Próximos Rodas de Conversa do Participa+
- 19/09 – 14h: Saúde Mental, crianças e adolescentes e os desafios no campo do cuidar
- 22/09 – 19h: Vozes que transformam: câncer adrenal em pauta nacional
- 24/09 – 19h: Fortalecimento de conselheiros de saúde
- 25/09 – 19h: Trombofilia: além do que se vê
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Fotos: Divulgação
Por: Jéssica França – Ascom/Ceap



